Os princípios da moda sustentável

E aii Família! Eu já devo ter postado isso aqui em outra oportunidade, mas é sempre bom lembrar que para quem quer produzir uma moda sustentável existem alguns princípios a serem seguidos e eles foram definidos em um Fórum Global (GFA) ainda este ano.

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Esse relatório foi dividido entre três princípios urgentes e outros quatro que devem ser adotados para realizar mudanças positivas a longo prazo. Além de ajudar nosso planeta, a indústria também acaba se desenvolvendo e é óbvio, de um forma muito melhor.

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As prioridades centrais foram definidas da seguinte forma:

Transparência na cadeia de fornecimento

O fórum recomenda que marcas criem listas de fornecedores, que ajudem compradores e acionistas a serem capazes de desvendar com facilidade suas cadeias de suprimentos. A ideia é fazer com que pessoas sejam melhor informadas sobre as matérias primas usadas e de onde elas vêm.

Uso eficiente de água, energia e produtos químicos

O objetivo é manter o uso de recursos e emissões de poluentes em um mínimo. É um desafio para a indústria da moda, que conta com processos agressivos para o ambiente e lida com bastante refugo. O tingimento de tecidos, só para citar um exemplo, é o segunda maior poluente de água do mundo logo atrás da agricultura.

Ambientes de trabalho respeitosos e seguros

A indústria da moda não é estranha a abusos em ambiente de trabalho, claro, e o fórum encoraja empresas a adotarem e reforçarem políticas em harmonia com os princípios do direito humano universal.

Variedade de matérias primas

Só a decisão a respeito de que materiais usar pode definir 50% da pegada ecológica de uma companhia. Mas o grupo observa poucas inovações neste campo, e recomenda maiores investimentos em matéria prima sustentável e novas tecnologias.

A criação de um ciclo sustentável

Falamos de refugo acima, e vale reforçar que é um problema real: 73% de toda a roupa produzida acaba em lixões. Marcas devem pensar no uso em longo-prazo destas peças e como elas podem ser recicladas – apenas 13% delas são reutilizadas atualmente.

Melhores salários

Segundo levantamento do GFA, a indústria da moda emprega cerca de 60 milhões de profissionais no decorrer de sua cadeia de valor. No entanto, os empregados que vivem em países produtores têxteis geralmente recebem abaixo do salário mínimo local. Nestas regiões mais vulneráveis e em outras, marcas devem trabalhar com fornecedores para garantir salários justos.

4ª revolução industrial

O estudo levanta ainda que 90% dos funcionários da produção têxtil podem perder seus empregos com o avanço da automatização. É uma projeção bem pessimista, mas o processo de digitalização de negócios não é simples. É recomendável que empresas primeiro projetem o impacto de novas tecnologias sobre sua força de trabalho antes de aplicá-las.

[Fonte: GQ Brasil]

A cada dia que passa o mundo precisa ainda mais da gente e se é possível criar moda com tanta responsabilidade, por que ainda fazê-la de maneira arbitrária? Precisamos cuidar do planeta, das pessoas e do futuro nem tão distante que nos aguarda. Bora fazer nossa parte?

Xoxo
Uma analógica na era digital

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