Basquiat na Broadway

E aii Família! Quem aqui já teve a oportunidade de conhecer mais a fundo o super legado da vida e obra do artista de rua Jean-Michel Basquiat? Uma  coisa posso dizer: é bem inspirador! Concordam? Claro! Basquiat tornou-se um dos pintores mais conhecidos da Pop Art, comunicando sentimentos e emoções em bruto. Dezenas de livros, documentários e exposições, que já foram feitas para contar essa história, não me deixam mentir. Entretanto, como estamos falando de um dos maiores nomes da arte neo-expressionista, sua obra não deve ser exaltada somente em cavaletes e painéis, mas também no palco, pelos olhos e ouvidos mais atentos.

Por isso, agora chega a vez de um musical da Broadway homenagear o artista. O projeto foi divulgado recentemente e contará com o vencedor do Tony, John Doyle, como diretor, Barbara e Alan D. Marks na produção da peça e Jon Batiste (líder da banda do talk show de Stephen Colbert) na escrita das letras e da música.

Com a promessa de resgatar parte da rebeldia vivida pelo artista na Nova York dos anos 1980, a produção deve seguir todo o protocolo de proteção dos direitos de reprodução da obra de Basquiat, assegurado por sua família — que após várias propostas,  deram o seu aval ao projeto. As irmãs do artista, Lisana e Jeanine Basquiat, explicaram em um comunicado a tomada de decisão: “Muitos já nos pediram para contar a história de nosso irmão no palco. Mas só aceitamos depois de muitas conversas, quando entendemos que iriam tratar o seu legado com respeito e paixão”.

Basquiat começou a dar o que falar nas ruas de Nova Iorque, no final dos anos 70, através de um movimento enigmático de street art (quando ainda não havia street art) designado de Samo. Depois seguiu um caminho individual que mereceu rapidamente a transição da rua para as galerias de arte, tendo-se tornado mais tarde num protegido do ícone da pop-art Andy Warhol. A sua obra multi-artística facilmente o permitiu integrar-se em alguns movimentos musicais de Nova Iorque, desde o punk, o new wave e o no wave, sendo presença recorrente nos grandes clubes de Manhattan.

No auge de seu sucesso, em 1988, morreu de overdose de heroína aos 27 anos. Mesmo tão jovem e já tendo se passado 30 anos de sua morte, seu trabalho continua nada mais do que atual! Por ser um artista negro de tanto sucesso, que sempre retratou identidade e preconceito racial em sua arte pop, Basquiat quebrou barreiras no mundo da arte que, infelizmente, ainda insistem em dividir a sociedade.

Por enquanto, não há maiores detalhes sobre o título do musical e a data de estreia, mas com toda certeza será um grande show!

Xoxo
Uma analógica na era digital

 

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