Radical Women

E aii Família! A história está marcada por uma grande desigualdade representativa de gêneros. Por quanto tempo a mulher viveu em posição de inferioridade e submissão, sem o devido reconhecimento do seu papel na sociedade. Quando falamos de arte então, além da super Frida Kahlo, é difícil pensar em um outro nome feminino que participou da história da arte no século 20. Mas, fique sabendo, há muito mais mulheres artistas de trajetórias contundentes, do que podemos imaginar. A boa notícia, é que, enfim, elas ganharam seu merecido espaço em uma exposição que está acontecendo na Pinacoteca de São Paulo.

A mostra“Mulheres radicais: arte latino-americana, 1960-1985”, é a primeira na história a levar ao público a verdadeira ideia por trás das práticas artísticas experimentais realizadas por artistas latinas e a sua influência na produção internacional, entre 1960 e 1985 — período marcado fortemente pelo poder patriarcal (nos Estados Unidos) e pelas atrocidades das ditaduras apoiadas por aquele país (na América Central e do Sul), que reprimiram esses corpos, sobretudo os das mulheres.

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“Por conta do sexismo na América Latina e do sistema internacional que avalia um artista pela sua visibilidade, essas mulheres permaneceram praticamente invisíveis até tempos recentes”, explica Cecilia Fajardo-Hill, uma das curadoras da exposição.

Quinze países (com foco na América Latina) são representados por quase 120 artistas, reunindo mais de 280 trabalhos em fotografia, vídeo e pintura. Algumas das artistas mais influentes do século 20 fazem parte da expô, como Lygia Pape, Ana Mendieta e Anna Maria Maiolino. Há também nomes menos conhecidos — como a artista mexicana Maria Eugenia Chellet, a escultora colombiana Feliza Bursztyn e as brasileiras Leticia Parente, uma das pioneiras da vídeoarte, e Teresinha Soares, escultora e pintora mineira que vem recebendo atenção internacional recentemente.

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“Art Cookie” (Biscoito arte), de 1976. Foto: Artista brasileira Regina Silveira

Essa mostra está imperdível! Os trabalhos que, outrora, caíram no esquecimento do mundo das artes, agora revivem pra dar visibilidade a práticas artísticas de mulheres latinas, discutir o corpo feminino como forma de expressão e denunciar a violência social, cultural e política da época e que, infelizmente, ainda aprisiona muitas mulheres nos dias de hoje.  Isso tudo nos leva a ver o quão importante, emergente e necessário é falar mais sobre produção artística feminina e o poder da mulher no mundo. Ainda há muito trabalho a ser feito, esse é apenas o começo!

Mulheres radicais: arte latino-americana, 1960-1985
De 18/08 a 19/11, de quarta a segunda das 10h às 17h30
Pinacoteca: praça da Luz, 2, Luz, SP
Ingressos: R$ 6 (entrada); R$ 3 (meia-entrada pra estudantes com carteirinha); menores de 10 anos e maiores de 60 são isentos de pagamento. Aos sábados, a entrada é gratuita para todos!

Xoxo
Uma analógica na era digital

 

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