Desmascarando o ódio

E aii Família!! Hoje precisamos falar de um assunto sério: RACISMO. Em meio a uma geração considerada tão evoluída, parece loucura afirmar isso, mas o mundo ainda vive mergulhado em discursos de ódio contra a população negra.

O novo filme de Spike Lee, BlacKkKlansman, estreou há menos de uma semana nos EUA (chega por aqui em novembro) e está trazendo à tona esse importante debate. Como bons amantes de filmes que somos, nada melhor que aprofundarmos nessa história como forma de disseminar a luta contra o racismo e outras questões políticas que o diretor fez questão de abordar.

Baseado na história real de Ron Stallworth, policial negro que se infiltrou, nos anos 70, na filial da Ku Klux Klan (KKK) da cidade de Colorado Springs,  o filme é uma comédia policial de cunho social contra o racismo, a extrema-direita e o presidente Donald Trump, ou seja, um alerta para a América e o “mundo” racista de hoje.

O longa-metragem mostra como Stallworth se comunicava com os outros membros da KKK por meio de telefonemas e cartas e quando precisava estar fisicamente presente enviava Zimmerman. Após meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.

O figurino de Marci  Rodgers  – uma mulher afro-americana – , colaboradora antiga de Spike Lee, contribui e muito para a construção desse conflito. Ela pesquisou filmes como os clássicos Nascimento de uma Nação e O Vento Levou, ambos referenciados pelo diretor, visitou a universidade onde Kwame Ture estudou e se encontrou diversas vezes com Ron Stallworth. Também viu fotos, documentários e estudos sobre o movimento e notou que sempre havia um propósito de seduzir através das roupas. Duke, por exemplo, estava sempre impecável em seus ternos de três peças num esforço de parecer sedutor. Já o estilo cool de Ron, ela seguiu as orientações do próprio, que a ensinou como ele usava alguns acessórios estrategicamente para refletir a linguagem das ruas.

Ron e Patrice / Reprodução

Vencedor do Grand Prix em Cannes,  BlacKkKlansman foi ovacionado por seis minutos e caiu na graça de muitos críticos. Maas, Lee traz para sua história os ativistas negros cruciais nos movimentos da época e da cultura negra como um todo, como Kwame Ture (Corey Hawkins) e também cenas da marcha de supremacistas do grupo Unite the Right, em Charlottesville, exatamente há um ano (a data de estreia do filme foi proposital para relembrar Charlottesville), fatos que vêm causando desconforto em um grande número de pessoas.

É triste pensar que mesmo já tendo se passado 40 anos, pouca coisa mudou no mundo que vivemos hoje. Há quem diga que o racismo nunca vai acabar, mas quem sabe um diretor consiga mudar o final dessa história?! This is America my friends…

Xoxo
Uma analógica na era digital

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