O futuro é imprimir

E aii Família!! A impressão 3D já é uma realidade que vem revolucionando o mercado em muitas áreas, inclusive a da moda. É um novo mundo que se abre com potencial para uma inovação gigantesca em termos de modelos de negócio e padrões de consumo. E é nesse mundo que vamos mergulhar hoje!

Close na impressora 3D imprimindo um tênis da Nike / Reprodução
Impressora 3D imprimindo um tênis da Nike / Reprodução

Nós, criativos, estamos sempre em busca de ferramentas para deixar a imaginação fluir. No mundo da moda, essa tecnologia inovadora torna os processos mais fáceis e livres. É uma alternativa legal pra quem quer usar produtos mais sustentáveis, já que é injetado na máquina o material necessário para aquela quantidade de impressão, controlando o desperdício, e permite construir projetos mais ousados, que seriam impossíveis em algo real. Ou seja, na impressora 3D, com modelagens criadas em softwares de computador e alguns poucos cliques, tudo pode ser feito!

Alguns nomes já levaram peças feitas com a máquina para a passarela como  Hussein Chalayan e Iris Van Herpen. Iris está entre as mais brilhantes estilistas de sua geração. Pioneira no uso da impressão 3D, inventou uma linguagem própria de shape arquitetônico e vem colaborando com grupos de arquitetos, cientistas e estudiosos na construção de cada coleção desfilada na semana de Alta Costura em Paris.

Coleção Syntopia de Iris van Herper – 2018| Foto: Dominique Maitre (WWD)

Outras marcas e designers pequenos também vem desbravando esse setor. A WE.ME, startup da brasileira Bia Barbosa, cria e vende bijuterias impressas em 3D. A ideia surgiu do princípio de criar peças singulares gerando pouco resíduo, indo de encontro às necessidades do mercado do futuro. Ela adotou também a ideia do código aberto, na qual você compra apenas o arquivo (portanto sai mais barato) só que a produção é feita à parte, a cargo de quem comprou, em qualquer lugar com a máquina específica!

Peças coleção Buddha – 2017 | Foto: Divulgação

Outra pioneira no assunto, é a israelense Danit Peleg. Ela não só faz as roupas, mas também ensina em workshops, faz muitas palestras pelo mundo e vende um modelo de jaqueta impressa tridimensionalmente por US$ 1.500. No site, você acompanha todo o processo, escolhe as cores, pode escolher um nome ou palavra para ser impresso na peça.

Danit Peleg (Foto: Daria Ratiner)
Danit Peleg (Foto: Daria Ratiner)

Com cada novidade, vem também seus pontos fracos. No caso dos produtos impressos em 3D, vale observar que a evolução tem sido lenta e permeada por um conflito entre rigidez, robustez e conforto. Calma, eu explico do que se trata! As máquinas só aceitam materiais que, no final do processo, saem como formas sólidas. Por conta disso, um tecido impresso em 3D, por exemplo, não se comporta da mesma forma que um tecido têxtil na adaptação à forma do corpo. Entendeu?

Outro grande desafio dessa tecnologia é estético. A sobreposição de camadas de plástico derretido faz com que tudo fique meio parecido esteticamente: os tecidos parecem duros, sem muita maleabilidade ou conforto e as roupas são quase sempre vazadas. Mas, são pontos que logo serão superados. Uma coisa é certa: em um futuro próximo, a indústria de roupas e acessórios, assim como de outros setores, será transformada e deverá repensar seu modelo de negócio, investindo em inovação e não subestimando o impacto dessa tecnologia no mundo.

Xoxo
Uma analógica na era digital

 

 

 

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