RIP ELLE

E aii Família!! Estou amando essa nossa interação. Aqui somos uma família e a opinião de vocês é importantíssima nessa fase de adaptação para que eu possa atender todas as expectativas de vocês. Então, como combinado, assuntos envolvendo o mundo da moda não vão faltar por aqui!

Fomos surpreendidos, ou nem tanto, pelo anúncio do fechamento da revista ELLE. Na verdade, a Editora Abril, que detém os direitos de licenciamento da ELLE no Brasil, decidiu descontinuar a publicação de diversas revistas como Arquitetura e Construção, Boa Forma, Casa Claudia, Cosmopolitan, Minha Casa e ELLE, que é uma grande perda para a moda!

A capa da última edição da 'Elle Brasil' foi fotografa na Amazônia
Capa da última edição da ‘ELLE Brasil’ fotografada na Amazônia – (Foto: Josefina Bietti/Elle Brasil)

Desde que chegou ao Brasil, em 1988, a ELLE revolucionou o mercado editorial. Durante 30 anos ela manteve sua visão crítica da moda, sem objetivar apenas o comercial. Na minha opinião, era a única que realmente tinha coragem de falar a verdade, doa a quem doer.  Como a própria revista fez questão de exaltar, ela foi pioneira ao ser a primeira revista de moda brasileira a defender liberdades individuais, a falar de feminismo, a se posicionar sobre questões de gênero e a dar cada vez mais espaço para a diversidade.

elle capas Que bonito é ver a Elle apoiar o feminismo no Brasil
ELLE celebra o feminismo em quatro capas na edição de dezembro de 2015

Saiu na frente também ao ser a primeira revista de seu segmento a ter um site, a ganhar uma edição digital para tablets, a produzir conteúdos em vídeo e a estar presente em todas as redes sociais. Agora, pensa aqui comigo: seria assim, uma ironia do destino, já que o “mundo digital” está contribuindo e muito para o seu fim?

As infinitas possibilidades que o mundo digital nos oferece fez o hábito de ler — digo leitura formal, que os livros e revistas, por exemplo, oferecem —  perder espaço nos dias de hoje. Tornou-se muito mais comum o ato de deslizar as imagens em um feed, checar uma legenda de duas ou no máximo 5 linhas e trocar mensagens em grupos de WhatsApp do que ler um clássico literário e folhear uma revista — que requer tempo e concentração. Por isso, muitos estudiosos já afirmam que a nossa geração está perdendo é a paciência, não a concentração.

Mas, de tudo, fica aí um legado e um alerta. A Abril ainda têm como se reinventar! Imaginem quantos outros jornais e revistas pelo Brasil acabaram sem chance nenhuma contra a concorrência digital? Só vai sobreviver nesse mercado quem aprender a se adaptar a essa geração do 1 minuto. Onde criamos, mantemos e perdemos o interesse nas coisas em apenas 1 minuto. O que não pode morrer é o jornalismo de qualidade. A revista “cumpriu seu papel de fazer um jornalismo de moda sério, moderno e engajado, compartilhando com sua audiência valores fundamentados em respeito, empatia e humanismo. Soube capturar como nenhum outro título o espírito de seu tempo e virou referência no mercado editorial brasileiro. Publicou capas históricas que foram aclamadas por aqui e internacionalmente.”!

Xoxo
Uma analógica na era digital

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