Camisetas de Alta Costura!

Hello, família! Quem nunca foi salvo pelo famoso combo de camiseta e calça jeans em momentos de falta de criatividade para um look informal? Super curinga, né?! Verdade seja dita, a camiseta básica pode também ser um item estratégico na hora de montar produções mais elegantes. E quem acompanhou a última semana da Alta Costura em Paris, em julho, deve ter visto que a coleção “Moda Povera”, de Olivier Saillard, provou que a peça é chave em qualquer guarda-roupa, até no de quem ama usar roupas sob medida de marcas de luxo. Vem ver!

Olivier é historiador e um dos mais renomados curadores de moda. Hoje à frente do Museu Galliera, dedicado ao assunto, ele esteve por trás de exposições de Azzedine Alaïa, Comme des Garçons, Yohji Yamamoto e Madame Grès além de performances com a atriz Tilda Swinton.

Agora, ao contrário de suas aclamadas exposições e performances artísticas, para sua primeira coleção de roupas Saillard decidiu comprar na  internet camisetas baratas, de qualquer tamanho e cores aleatória que incluía branco, verde musgo, preto, laranja, vermelho vivo e cinza mescla (dependia do estoque disponível), para transformá-las em criações de Alta Costura. E o resultado? Impressionante!

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As camisetas foram adaptadas e transformadas em vestidos ou túnicas, enriquecidas com elementos arquitetônicos que as reconfiguravam. Elas foram abertas nas costas, torcidas em novas configurações, ou cortadas para expor a cintura e um pouco do dorso. Para inovar ainda mais, elas foram usadas de trás para frente, cortadas, plissadas, dobradas. 

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Ahh, sem deixar de falar que apesar de simples, as peças foram feitas seguindo as regras e os princípios da Alta Costura. Se no lado exterior elas ainda eram simples camisetas, na parte de dentro os acabamentos eram de um vestido de Alta Costura com três pequenos pontos de cruz vermelhos para lembrar o usuário que lado é a frente da roupa e ainda grinaldas internas de gorgurão para fixar as pregas, deixando a ilusão de despreocupação e painéis de organza acabados à mão para estabilizar os plissados.

Por fim, Olivier construiu uma coleção de 27 modelos com a ajuda de Martine Lenoir, de 75 anos, a última costureira de Madame Grès nos anos 70 e 80, e da modelista Axelle Doué, que também trabalhou como manequim para a designer francesa no início dos anos 80. As duas conheciam os segredos mágicos da mão da grande estilista.

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Transformando essas peças tão simples em uma série de designs extremamente refinados sem deixarem de ser camisetas, Olivier nos deixa uma super lição: independente do estilo, vale apostar em uma camiseta que possua boa modelagem e até mesmo investir em diferentes cores!

Beijos

Awa Guimarães

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