Kiri Miyazaki e o Índigo Japonês 

E aí, família?! Hoje tenho uma boa pra compartilhar com vocês: é a história da Kiri Miyazaki e o índigo japonês através do tingimento natural. Vem conhecer!

 

A arte sempre esteve presente na vida de Kiri que é nissei – filha de pai japonês. Ainda criança, ela teve suas primeiras experiências com o tingimento testando e brincando com as cores em roupas da família. Mais tarde, por gostar de se expressar por tecidos, tingimentos e interferências têxteis em geral, foi cursar moda na Belas Artes, em Sampa. Lá participou da aula de superfície têxtil com a professora japonesa Mitiki Kodaira onde descobriu a sua paixão pelas mil e uma possibilidades do tingimento natural.

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A partir de então, ela começou a pesquisar mais e mais sobre o tingimento natural. Hoje, sua principal ferramenta de expressão é através de sua pesquisa em uma fazenda japonesa com a planta Índigo Japonês, envolvendo desde o processo de germinação da planta até o tingimento final do tecido.

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Kiri encontrou nessa plantinha especial uma possibilidade de trazer pro mundo mais arte, resgate afetivo e cor. Dela é possível extrair um pigmento azul que tinge tecido, madeira e alimentos, através de um processo muito lindo que ela compartilha pelo instagram e que já já vai virar documentário!

 

 

 

 

O curta documentário “Tingimento Natural com Índigo: da germinação à extração do pigmento azul” começou a ser gravado em 2017, mas Kiri já vem trabalhando nele desde meados de 2014/2015. Ele tem direção executiva da Amanda Cuesta e direção de fotografia da Clara Zamith. Já o financiamento do doc, é feito pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – PROAC.

Vou disponibilizar o documentário como livre informação pra todo mundo e fazer uma exposição com algumas das peças tingidas”, conta Kiri. Mas as peças tingidas não serão destinadas a venda. Para ela cada peça é uma obra de arte, parte de um trabalho de contemplação e relação afetiva que despertam memórias e sensações.

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A boa notícia é que Kiri pretende comercializar o pigmento para artesãos, estilistas, artistas que tenham interesse e vem compartilhando esse conhecimento por meio de oficinas. Ahh, em um futuro próximo ela pretende ainda escrever um livro.

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Fala sério, além de uma arte linda, feita com muito amor à natureza e ao mundo que somos é uma super história de resgate dos processos artesanais, né?! Vale a gente acompanhar pelas redes sociais e ficar de olho no lançamento do doc e do que mais incrível vier por aí!

Beijos

Awa Guimarães

fimdepost

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