Couro de laboratório!

Hello, família! O mundo está mudando. Finalmente parece que o planeta está ganhando uma consciência sustentável. Já notaram como tem crescido, e muito, o número de campanhas e iniciativas para que esse comportamento se torne uma verdade absoluta em nossa meio? Marcas do universo da moda, tem buscado parcerias com os laboratórios de biotecnologia e, vêm provando que existem outras maneiras de aprimorar e progredir dentro das técnicas utilizadas. Vem ver!

Desde sempre, todos os materiais que usamos na fabricação do vestuário vem da natureza. A parceria de estilistas com a biotecnologia  se dedica ao desenvolvimento de materiais inovadores que não causam danos ao meio ambiente. Essa parceria está dando origem a invenções modernas e conscientes, que se afastam do modo tradicional que a indústria da moda ainda opera. Ou seja, estamos caminhando para a criação da próxima geração de materiais avançados na moda.

Quer um exemplo? Hoje em dia já é possível criar couros em laboratório sem precisar matar um animal. Estou falando do Zoa, o primeiro couro do futuro, desenvolvido pela americana Suzanne Lee, junto ao lab Modern Meadow.

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Zoa, o primeiro couro do futuro (Foto: divulgação)

A start-up americana, está trabalhando desde 2011 em “produtos animais sem os animais”; majoritariamente comida e tecidos. Pelo potencial da indústria do couro, eles deixaram a alimentação de lado para focar em criar um concorrente à altura.

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A peça que faz parte da exposição “Items: Is Fashion Modern?” no MoMa é construída com couro de laboratório, de uma maneira que o couro de animais jamais possibilitou fazer antes. (Divulgação)

O material é desenvolvido em laboratório, em um processo que transforma geneticamente células comuns em colágeno, onde são cultivadas com nutrientes até formar uma rede de fibras que é processada para se parecer com os aspectos dos couro animal. Apesar da busca pela aparência semelhante, o foco é que o bio couro seja superior ao real, com alto desempenho, mais forte, mais elástico e que possam ser criadas texturas exclusivas nele. Se isso está soando cabulosamente inovador, tem mais, pois o couro é líquido, tem a capacidade de se transformar e tomar qualquer forma, podendo ser combinado com outros materiais têxteis sem a necessidade de costura.

Em se tratando de transparência, a cadeia de suprimentos do couro é uma das mais complicadas de rastrear. Nas fazendas, além de maus tratos aos animais, a violação de direitos humanos também é recorrente. Além disso, a forma irregular da pele e marcas de picadas de insetos como carrapatos, fazem com que cerca de 20% a 30% do material seja descartado, um problema de sustentabilidade e economia. Só por aí, a gente já consegue notar a vantagem desse material para o futuro, né?!

Ele ainda está em fase experimental, mas essa revolução na criação de produtos e conteúdo para a sustentabilidade urbana promete mudar muita coisa na moda! Ficamos na torcida para que em breve o couro de origem animal pareça algo da Idade Média!

Beijos

Awa Guimarães

fimdepost

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