Segundo dia de desfiles na SPFW!

E aí, família?! Ontem foi o primeiro dia completo de desfiles. As grifes apresentaram ao longo da segunda-feira suas criações e apostas para a próxima temporada. Tem muitos detalhes que vocês não podem deixar de conferir. Vem comigo!

O segundo dia de desfiles da SPFW começou direto do Museu da Imigração, onde a Uma por Raquel Davidowicz armou seu desfile. A locação dialoga com o tema da coleção, chamada Origem, inspirada pelos imigrantes, pela mistura de nacionalidades e pelas particularidades que tornam cada pessoa única. O desfile contou com a presença ilustre da neta de Audrey Hepburn, Emma Kathleen. A Suíça é, desde 2016, embaixadora da ONU em defesa de refugiados e realiza projetos para arrecadar fundos para a causa ao redor do mundo. Sempre fiel ao DNA urbano e genderless da grife, Raquel mostrou sensibilidade ímpar ao mergulhar nas raízes de cada uma das modelos de seu belo casting para escolher as peças que elas desfilariam. Roupas e acessórios utilitários apareceram em calças cargo fluidas, tricôs repletos de amarrações, bolsas sacola e sobreposições que fazem referência às longas viagens feitas por refugiados. A coleção é uma das melhores da história da Uma – e emocionou pela sintonia afiada entre locação, trilha e casting. O tema não fica apenas na passarela: uma camiseta com o nome da coleção estará a venda na loja, com dinheiro revertido para a ONG Abraço Cultural. Além disso, na próxima quarta-feira, dia 25 de abril, uma feira de refugiados, com música, comida e roupas de diversas culturas, será organizada na loja da marca, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo.

Mais tarde foi a vez do desfile da Osklen. Estou sem palavras para definir! Com uma coleção 98% sustentável, Oskar Metsavaht consagrou  uma busca pela moda consciente que começou há 20 anos. A coleção ASAP (As Sustainable As Possible), trouxe um mix esperto entre peças comerciais da linha e-basics e belas roupas criadas especialmente para a passarela, a grife misturou o festivo com o moletom, franjas com o utilitário, pirarucu com alfaiataria, em looks riquíssimos em texturas e naquele capricho desabado que está na essência da Osklen – e que faz bonito além ser sustentável e não por ser sustentável. O pirarucu esteve nas bolsas mas também nos tops estruturados e minimalistas. O acessório da vez porém são as superpochetes, especialmente a brilhante, ponto de luz em uma cartela sóbria, salpicada de verdes e azuis.

Enquanto isso, Samuel Cirnansck levou a Hello Kitty,  ícone da cultura japonesa, para sua moda festa. Na passarela, vestidos, camisas, jaquetas e acessórios pra lá de preciosos. Bordados com cristais multicoloridos, vimos cintos, sapatos e até coturnos estampados com a imagem da gatinha mais famosa do mundo. Cada peça levou em média 6 mil cristais e 30 dias para ser bordado. Para fechar, suas novas propostas para as noivas da próxima estação.

 

João Pimenta separou masculino de feminino e estreou parceria inédita com o stylist Thiago Ferraz para apresentar sua coleção de Inverno 2018 masculina durante o SPFW N45. O resultado da parceria foi a quebra da alfaiataria perfeita de Pimenta com o mood grunge 90 que faz parte da identidade de Thiago. O universo esportivo do surf foi o ponto de partida deles. “Foi um exercício de levar o universo da alfaiataria para a rua com elementos do surf”. O neoprene das “roupas de borracha” viraram t-shirts extra-large com acabamento esperto de punho de tricô que sobra na lateral das peças. Entre as peças-chave da coleção, camisas funcionais com fechamento de zíper e bolsos utilitários e as calças mais curtas, sem acabamentos de barra. O styling inteligente trouxe nylon, tecidos de alfaiataria e tricô no mesmo look.

Já Patricia Bonaldi veio com o tema de uma cigana “gypsetter”, termo que mistura gipsy – cigana – com uma boa jetsetter para o Inverno 2018 de sua PatBo. “É um pouco de mim”, brinca Patrícia. “A história do desfile é uma viagem que se inicia pela Inglaterra, com uma menina com o estilo típico British, que embarca no trem expresso-oriente, passando pela Rússia, França, e outros países, garimpando as peças que mais gosta de cada local e levando com ela”. É uma mistura de xadrez, lurex, renda, bordado. Com brilho, com alfaiataria, com vestido de festa, com tudo. Os bordados rebuscados de outrora foram trocados pela preciosidade que vem do trabalho manual, mostrando na passarela uma menina mais forte, mas sem perder a doçura. Enquanto uma alfaiataria Príncipe de Gales aparece combinada com renda, parkas militares oversized são a pedida para complementar os vestidos mais delicados.

Pra fechar a segunda-feira, Lilly Sarti armou uma festa com referências a ritmos e culturas latino-americanas em uma coleção repleta de babados fluidos, cheios de movimento e camadas em tons açucarados. Azul e rosa se juntam aos terrosos que fazem parte do DNA da grife em vestidos e conjuntos de renda e suede, finalizados com acessórios dourados esmaltados e com resinas foscas que resgatam um leve perfume 70s.  Nada de comprimentos acima do joelho nesta temporada: as barras, em geral, batem no tornozelo e dão frescor às peças da etiqueta para o verão 2018/19. Com Loulou de la Falaise no board de inspirações, as designers agradam mais uma vez a sua cliente antenada que ama o estilo boho contemporâneo.

Agora fiquem com a moda real! Vejam o que a galera escolheu para circular pelo Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera nessa segunda-feira!

Gostaram família? Calma, que ainda não acabou! Pra mim, essa SPFW tem com um gostinho diferente, porque dessa vez eu trouxe uma moda totalmente goiana para os meus looks, cheia de design autoral, pensada por quem faz, pra quem faz e principalmente em que faz!

Ontem escolhi a Jaqueta da Joana Francesa , uma marca slow fashion — que visa produzir moda de forma desacelerada e consciente, 100% nacional. As estampas são exclusivas e criadas por ilustradores diversos, que trazem ainda mais bossa e personalidade.

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Styling: Lucas Ruiz
Foto: Leonardo Lemos

A calça é da Sólar, uma marca que faz parte do Casulo Moda Coletiva, um espaço voltado no mercado de moda, focado no design exclusivo e que pensa no produto de design não apenas como mercadoria, mas como um estilo de vida. E a blusa faz parte do Lucid Bag , um guarda-roupa coletivo construído para todos, que incentiva a circulação de itens pessoais e a valorização de patrimônios materiais da moda.

Hoje tem mais, amanhã eu volto com os destaques do dia e, claro, meu lookzera completo pra vocês conferirem! Enquanto isso, fiquem de olho no meu Instagram. Esse ano me propus a gravar um conteúdo diferente e trazer pra vocês um #offspfw.  Ontem entrevistei uma série de pessoas sobre o que elas acham do cenário da moda do Brasil hoje. As respostas estão nos meus stories. Espero a opinião de vocês lá também! Juntos vamos aproveitar esse espaço da moda para gerar ideias, discussões e, quem sabe, um novo tempo para todos nós!

Beijos

Awa Guimarães

fimdepost

 

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