Os Gucci Ciborgues

Hey, folks! Ainda estou chocadíssima com o desfile da Gucci, que aconteceu agora a pouco na Semana de Moda de Milão. Alessandro Michele foi além na excentricidade da Gucci para o inverno 2019 e apresentou ao público os Gucci Ciborgues – criaturas que quebram os padrões construídos de feminino/masculino, natural/artificial, biológico/tecnológico. Estou morta apenas! É claro que eu não poderia deixar de compartilhar todos os detalhes aqui com voceiix. Bora ver!

De cara, até mesmo o convite já fugia completamente da estética vintage e exagerada pela qual a marca ficou conhecida sob a direção de Alessandro Michele. Tratava-se de um timer que ficava contando o tempo até o horário do desfile. Já dava pra prever o que viria por aí, né?

Como se não bastasse, o cenário reproduzia fielmente uma sala de cirurgia, fria como deve ser em qualquer hospital. Sem nada de barraco, os convidados se perguntavam o que estava acontecendo: “qual a conexão disso com o universo Gucci?”. Para entender melhor a proposta fora da curva, vale a leitura do ensaio “O Manifesto Ciborgue”,  da autora norte-americana Donna Haraway — filósofa feminista e socialista cujo trabalho ganhou mais proeminência durante os anos 1980, que inspirou o estilista.

Em sua obra, a autora se posicionava contra o conservadorismo crescente de seu país, principalmente quando se falava do papel da mulher na sociedade. O texto propõe uma nova estratégia política feminista, que se relaciona com a ciência e a tecnologia. Além disso, ainda estudava a figura ambígua do ciborgue como uma metáfora para a crítica do pensamento egóico em favor da multiplicidade e de uma abertura responsável para as ciências e as tecnologias vigentes. Por isso, algumas “coisas estranhas” aconteceram na passarela da Gucci e fizeram o espectador se perguntar “espera aí, eu vi isso mesmo?!”.

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Entre os meus preferidos está o look em que uma modelo carrega a sua própria cabeça, quase como uma bolsa ou um outro acessório qualquer.

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Na passarela, teve também filhotes de dragão sendo carregados, jalecos que viram peças de luxo e se misturam ao mood vintage que a marca, de uma maneira ou de outra, sempre acaba evocando.

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Ahh, e tem alguns elementos que devemos ficar de olho! Assim como no desfile da Calvin Klein, o repertório de filme de terror apareceu nas roupas. Alguns elementos, inclusive, são comuns entre as coleções: o xadrez, as balaclavas, a alfaiataria oversized (claro, com interpretações completamente diferentes, mas ainda assim, vale deixar o alerta de tendência ligado).

Beijos

Awa Guimarães

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