Destaques do último dia de SPFWn44!

Hey, folks! Chegamos ao último dia de SPFW! Foram dias intensos pelos corredores da Bienal. Muitos posts, stories e cloooses para que vocês pudessem acompanhar em primeira mão as tendências que irão bombar no futuro próximo, neah?! Já bate aquela saudade!! Maaaas não acabou por aqui, vamos aos destaques desse último dia que foi compridooo e marcado por desfiles que remetiam à cultura africana! Venha, venha, venha!

Pela segunda vez Samuel Cirnansck leva a sua marca comercial, a SCK, para a passarela. Apesar disso, o estilista considera a apresentação que aconteceu ontem como o verdadeiro debut da etiqueta mais street que fundou. De fato, a coleção estava bem mais resolvida do que na temporada passada. Se antes faltava um pouco de inspiração, agora, várias vertentes do rock,  pontuadas pelas jaquetas de couro e jeans, calças e coturnos pretos com estampa floral, modernizam as roupas jovens e barrocas do estilista. As referências românticas, clássicas do estilista, apareceram em bordados de cristais e rendas nas jaquetas bomber, em laços agigantados nas golas dos vestidos e camisas e nas saias longas fluidas. A mistura do casual com a alta costura define uma estética interessante para o estilista e reflete os desejos de consumo de hoje, onde o consumidor demanda personalidade e algo a mais.

Coven, a mineira expert em tricô, retornou ao São Paulo Fashion Week com uma coleção que agradou aos olhares mais críticos da plateia. Inspirada pelos registros dos povos africanos feitos por Jackie Nickerson, Liliane Rebehy e Douglas Almeida, estilistas da marca, apostaram em um coleção mais natural e rústica. Silhueta mídi, o caimento afastado, as peças meio enroladas no corpo e as texturas com barras franjadas e efeito inacabado de linho, ráfia e algodão laqueado (que dá brilho ao tecido) falaram bem dessa vontade de uma moda com aparência rústica e manual. Além dos vestidos mídi feitos com as tramas artesanais, jaquetões com acabamento envernizado que lembram latarias amassadas de automóveis funcionam como contraponto hi-tech e camisas brancas com estampas localizadas mixadas com saias listradas e xadrezes. Mistura infinita de cores em uma cartela alegre (que vai do caqui ao vermelho, rosa, verde e azul) com cores neutras em look total (como branco, preto e ocre). Destaque especial para os acessórios feitos de ráfia sintética e arrematados por pedras vulcânicas e madeira que finalizam as produções.

Com temática “Sonho Tropical”, o verão 18 da Helo Rocha vem romântico e adocicado, revisitando camisolas e lingeries da era vitoriana. A coleção é muito feminina, mas brinca com gênero quando mistura bustier com camiseta, transparências e calças de cetim. Helo gosta vestir e despir na mesma proporção. Por isso, os ombros aparecem à mostra em recortes desabados, busto, barriga e costas surgem por debaixo de rendas e a lingerie vira roupa de fora. Além dos vestidos de rico patchwork que conquistaram a clientela fiel da estilista no sob medida em tons  cosméticos, há uma série só de looks brancos e off white perfeitos para usar nas festas de verão – e também no altar! Os acessórios acompanham a inspiração: mules e mocassins feitos em parceria com a Calçados Wirth, bolsas, mochilas e pochetes assinadas pela Soleah e brincos, colares e aneis da Talento Jóias. Destaque para as rendas Caicó, que tinham o tamanho real das folhas da flora brasileira e os bordados feitos a partir de desenhos de raio X das plantas – que formam texturas quase abstratas.

Mantendo-se fiel ao seu DNA street, Juliana Jabour em parceria com a Lez a Lez apresentou uma coleção com tema náutico. Nas entrelinhas, o desfile vibrou com uma nostalgia dos EUA do início do século em cores, estampas e formas. A coleção, essencialmente urbana, vem com botas e sandálias de plataforma reta com sola trator, além de golas vitorianas, babados e transparências de georgette e tule, mangas bufantes, silhueta oversized e elementos esportivos que intensificam o diálogo entre universos distintos. Os acessórios divertidos, como maxibrincos e maxicolares com cordas – fruto da parceria com a Eleonora Hsiung (Goiás representany, amei!), são sempre um show à parte. Os óculos com pérolas é a prova de que já nasceu hit! Destaque para o uso do denim, a parca esportiva + body dupla perfeita para encarar o calor – e os vestidos cortados a lazer, aqui com estrelas vazadas nas saias. O desfile permeia cores clássicas marítimas: vermelho, branco, preto, off-white e um degradê de azuis.

Luiz Claudio, diretor criativo da Apartamento 03, começou com uma pesquisa de arquitetura, pensando em formas de construir, já que seu processo não parte de um desenho e sim do tecido: ele coloca o pano no corpo da modelo e fica tentando possibilidades e descobrindo maneiras de fazer algo diferente. Até que caiu em suas mãos um livro de Elizabeth Bishop e, através dele, chegou em Lotta Macedo de Soares, a paisagista autodidata que embelezou o aterro do Flamengo, no Rio, nos anos 60. Tendo Lotta como inspiração, o estilista buscou referências que vão da casa com telhado industrial onde ela morou (vide as estampas dos acessórios) à história de amor que viveu com a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop, para criar as peças de alfaiataria urbana e festiva, com detalhes primorosos. Na passarela, um verão relaxado e cool. Silhueta alongada, mas que se diferencia das temporadas passadas pelas cores fortes como o amarelo, marinho, preto, verde e lilás em tecidos leves como o crepe e a seda e blocadas que iluminaram a coleção. Outra novidade fica a cargo do jeanswear: esta é a primeira investida da grife nesta seara. Ao final do desfile, um bloco completamente branco, com direito a um mix de jeans e lesie com pedrarias,  remetendo à “luz do luar” que a artista sonhava em colocar no parque do Flamengo. Tudo feito a partir da ideia de um guarda-roupa que pudesse pertencer a musa de Luiz Claudio nesta estação, mantendo a identidade moderna da marca e os shapes oversized.

A Ratier entrou na passarela do SPFW relembrando suas coleções passadas numa atmosfera industrial e urbana, cheia de formas geométricas. As artistas plásticas Adriane Lisboa e Sophia Viese foram convidadas para fazer as intervenções na coleção, que vai de moletons oversized – parte do DNA da marca – camisetas alongadas, bermudões e microshorts, jaquetas de couro e alfaiataria desconstruída a vestidos fluidos e acessórios como pochetes e colares feitos de fragmentos da rua. A paleta não foge às suas cores de predileção: branco, cinza, preto e pitadas de vermelho. A diferença desta vez é que a label levantou a bandeira do sustentável. Garimpou materiais de temporadas anteriores, mostrando que através da arte e de uma releitura das peças podemos dar uma nova cara para elas.

A Natura convidou a Cemfreio, marca criada em 2016 por Apolinário – cujo DNA vai muito além da tendência genderless – e destaque nas últimas edições da Casa de Criadores, para fazer o desfile-performance que fechou com chave de ouro a edição n44. Um grupo diverso ocupou o prédio em uma performance enérgica, que mostrou o resultado da coleção colaborativa, “Brilho do Breu”, embalada pela periferia dos anos 2000. Para além do processo de criação inovador, foi o conjunto que deixou uma mensagem forte para todo o mercado: o discurso falou sobre o racismo estrutural do qual a moda não está isenta, e mostrou que ela pode e deve encarar dívidas históricas. Uma ode à diversidade e um grito necessário e muito bem-vindo pela luta racial e inclusão. Os acessórios são um show a parte – óculos desenvolvidos com a Livo eyewear, sapatos por Inbox shoes e colares, pulseiras e tiaras assinadas por Marcelo de Carvalho.

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No lookzera: um total jeans daqueles, pra fechar com tudo!

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Obriii, por ter me acompanhado em mais essa temporada! Love u!

Que venha o verão!!

Beijos

Awa Guimarães

fimdepost

 

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