SPFWn44 – Resumo do terceiro dia

Hey, folks! Mais um dia de SPFW e lembram que eu falei que seria uma semana de muitas news? Então, fui convidada pela Dzarm para fazer parte do #dzarmsquad e acompanhar tudo o que rola por aqui! Estou adorando fazer parte desse time e vocês, mores, vem comigo nesse rolê!

Para o dia de ontem apostei no monocromático, porque alonga e deixa a gente bem plena, neah? Veja só o cloose do lookzera escolhido:

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Agora vamos aos desfiles do dia que foram tomados por muitos babados, looks monocromáticos, estamparias geométricas e peças girlie e vintage.

A Giuliana Romanno, abriu o terceiro dia, na Galeria Nara Roesler, com uma coleção que partiu do encontro entre o manual e a moda. A estilista desenvolveu 24 looks com pegada slow fashion, posicionamento ético, ecologicamente e socialmente corretos. Para isso, ela que é conhecida pelo seu uso do preto decidiu abdicar dele e apostar em uma cartela com branco, off-white, lavanda e outras cores que fazem parte da interpretação refinada que a designer deu ao tema de sua coleção, a Amazônia. A floresta aqui não aparece na estampa, mas sim no trabalho: Giuliana colaborou com artesãos locais para desenvolver tramas incríveis que pontuam suas peças de alfaiataria. Tecidos orgânicos, como algodão, seda e linho, ganharam vida com entrelaçamento visto em top – que demorou mais de um mês para ser confeccionado – e bolsos da alfaitaria com recortes estratégicos. Destaque também para as joias feitas em parceria com a Helô Rocha para a Talento Jóias. São 11 peças entre aneis, colares e brincos em hematitas, ouro amarelo fosco e ouro branco. Olho nas lindas maxibolsas feitas em parceria com artesãs da Amazônia, que serão vendidas sob encomenda (com renda revertida para uma ONG). Os sapatos já são puro desejo. A elegância da coleção é construída a partir de uma harmonia delicada entre fluidez e dureza. O repertório esportivo da designer ainda aparece espertamente nas linhas e cortes precisos, e a série de metalizados estampados sexies e com caimento perfeito, é de encher os olhos.

Para a apresentação do verão 2018, Vitorino Campos, mudou o formato de seu desfile, que virou uma apresentação na loja Pair, nos Jardins. A liberdade criativa de Caetano Veloso no álbum “Araçá Azul” foi o ponto de partida. No disco de Caetano, cada faixa foi feita de uma forma, sem uma linguagem musical específica. Essa prática, Vitorino imprimiu em sua coleção com um mix de referências que inclui o trance, a cartela de cores da obra de Malevich em peças que desconversam entre si, que vão desde alfaiataria oversized à vestidos futuristas, incluindo peças para homens e mulheres. A coleção inteiramente branca – com detalhes em preto – foi desenvolvida em algodão, sarja, seda e crepe. Para completar, as modelagens de todas as peças, do manequim 36 ao 46, estão disponíveis para download gratuito no site da marca. A ideia é que as pessoas interpretem as criações do estilista da forma que quiserem.

Na busca por espiritualidade, Lenny se deparou com o futuro e trouxe um dos melhores desfiles desta temporada. O verão 2018 de Lenny Niemeyer é super clean e faz referência às artistas plásticas Hilma Af Klint Emma Kunz, pioneiras do abstracionismo geométrico visto em maiôs com estampas localizadas, peças em degradê que iam do rosa claro ao vermelho e vestidos, macacões e blazer longos com listras pretas verticais. As novidades das modelagens ficam por conta das abas nos bodies e maiôs, mirando os mistérios da geometria ou imitando a Lua em suas faces iluminada e escura, blusas de seda com modelagem tipo mullet (curta na frente e longa atrás, lembram?!) combinadas sobre maiôs, além de camisas e vestido de tricoline (esses com mangas oversized). E a tendência do momento apareceu de novo aqui: os brincos maxi e super poderosos! Nos pés das modelos, botas supermodernas criadas, especialmente para o show,  pela Santa Lolla. Mais uma vez, Lenny prova que é referência e autoridade quando o assunto é beachwear.

Para estrear no SPFW a estilista Vanessa Moe desembarcou da Austrália e trouxe junto um casting composto por mulheres australianas de origem aborígine. A estilista brasileira, que mora na Austrália há 15 anos, quis homenagear a cultura das modelos e levar representatividade para a passarela em um trabalho feito em parceria com representantes das comunidades aborígenes do país em que vive. A coleção chamada Projeto conta com vestidos feitos a mão com aplicações de plumas ecológicas – que representam os corvos e lá são usadas para cobrir o corpo durante os rituais religiosos -, tules e trançados – associados a cestaria – nas cores vermelha, branca e preta, referência à pintura corporal e arte desse povo.

Fiel ao estilo que a consagrou, Patricia Bonaldi, levou sua PatBo para a praia sem perder os elementos que são característicos da marca. O verão 2018 vem com toque surrealista, divertido, leve e glamurosamente retrô – em um cenário que remete a uma praia tropical nos anos 60 e conversa entre décadas, dos anos 20 aos 90. Entre o universo rústico e a alta costura, da construção de cada peça, tem linho com jacquard, peixe que voa, palha com canutilho, cogumelos bordados a mão (com traço infantil), listras com transparências em saias balonê, rasteiras em palha, jaquetão jeans de capuz com bordados florais. Enquanto uma camisaria romântica e oitentista é composta por baixo de tops ou combinada a saias de babados e as parkas listradas e bordadas fazem bonito inclusive por cima do biquíni. Destaque para as tramas manuais. Os bordados e as estampas, típicos da marca mineira, surgem na forma de peixes, cogumelos, flores, xícaras, corais e folhagens sobre looks que seguem uma paleta de cores com branco e caqui e tons lavados de rosa e azul.  O styling de Daniel Ueda traz a medida certa de humor, e os ótimos brincos feitos em parceria com a Gla acessórios acendem os looks com uma dose extra de maximalismo. Às vezes mais é mais. Os chapéus coloridos de palha foram desenvolvidos em parceria com a Tula Casqueteria e já estão a venda no novo e-commerce da marca, já os três modelos de flats foram criados com Manolita.

A Two Denim, pode até ter o jeans no nome, mas o trabalho com camisaria, um dos destaques do primeiro desfile no SPFW, continua firme e forte. Nas mãos de Karen Fuke, que agora também faz parte da equipe criativa da etiqueta ao lado do casal Flávia Rotondo e Alexandre Manetti, a camisaria tomou formas desconstruídas e chegou até a casacos e outras peças mais pesadas. Tudo com um mistura de figurino flamenco com streetwear. O denim, é claro, não foi deixado de lado e teve posição de destaque, como era de se esperar. Ele surgiu desmontando, recortado, ganhou babados, mangas volumosas e deu vida a um sem fim de peças em mood street. Tons pastel e fluorescentes fazem parte de sua cartela que ainda conta com efeitos vintage como o tie-dye. Os acessórios, assinados pela designer Teka Brajovic, da A Figurinista, exemplificaram bem a pegada jovem-cool, com toque místico, de Karen.

Já na noite da terça-feira o desfile da Lab, marca criada pelos irmãos Emicida e Evandro Fióti, fez o público levantar pra aplaudir. A coleção batizada de “Avuá” – que significa alçar novos voos, contou uma bonita história de mirar o futuro sem esquecer as raízes. Mais pulsante na veia street e carregado pelo o universo do hip-hop, as camisetas, bermudas e calças de nylon, malha e sarja enchem os olhos com estampas que envolvem pássaros, penas e logos em tons que vão do azul claro, passando pelo marinho e pelo cinza até o laranja e o vermelho. A alfaiataria, agora, está literalmente a serviço das ruas. Aparece nos detalhes de calças de moletom e outras peças esportivas, em blazers e no caimento alinhado da silhueta oversized tão emblemática da cultura do hip-hop. Entre os acessórios, as pochetes da Agora Que Sou Rica, brincos e colares da Dryca Ryzzo. É pra negros, brancos, ruivos, magros, gordos, gays, heteros, transsexuais e quem mais quiser usar. Respeito é a palavra que define a marca.

Para o desfile que fecha esta terça-feira (29) de SPFW, a Água de Coco trouxe o Verão 18 inspirado em Bali, na Indonésia, para onde a equipe viajou e voltou encantada com o visual e a parte religiosa da cidade. Estampas inspiradas em plantações de arroz, no pôr do sol, em barcos, obras do museu de Ubud, a região de Seminyak e flores do local deram cor aos biquínis, maiôs, sungas e saídas de praia. Muitas peças contam com os detalhes de cós, punhos e decotes. Tecidos naturais e nobres se juntam ao macramê, brilhos, bordados manuais,  metais, vidrilhos, elásticos e patchs em neoprene. O masculino, agora que volta às passarelas da etiqueta, toma novas proporções: comprimentos míni, acabamento de luxo e o uso de materiais inusitados que dão um charme extra aos meninos que cansaram da sunga. Os acessórios dourados (e sofisticados) são puro desejo. Paula Torres assina os sapatos, que foram trabalhados em conhaque, verde musgo e whisky. Atenção especial às sobrancelhas, que nesta temporada assumem aparência natural com fios mais longos e fartos penteados para cima com gel fixador.

Amanhã tem mais! Continuem ligados aqui e nos stories!

Beijos

Awa Guimarães

fimdepost

 

 

 

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