O imperdível “Rogue One: Uma História Star Wars”

O relógio marca agora 3h42, mas estou escrevendo este post porque, depois de assistir à pré-estreia de “Rogue One: Uma História Star Wars”, o sono que tentou me derrubar antes da sessão que começou à meia-noite se perdeu em uma galáxia muito, muito distante.

A saga criada por George Lucas tem seguidores para lá de fiéis, isso não é novidade para ninguém. Focado nessa paixão, o novo filme de Guerra Nas Estrelas tem seu maior trunfo. Cada detalhe foi realizado para deleite dos fãs. Não digo que o filme foi feito apenas para os obcecados por esse universo, mas com toda certeza os curiosos ficarão fora de órbita com as várias referências a histórias já conhecidas e sacadas que poderão soar como piadas internas.

roguinho2

A trama se passa no ínterim entre os episódios III e IV. Se “Uma Nova Esperança” fez jus ao nome, culminando na destruição da primeira Estrela da Morte, este novo filme da franquia relata os sacrifícios que possibilitaram tal feito. E olha que eles não foram poucos… Capítulo mais sombrio de todo o universo Star Wars apresentado nas telonas, “Rogue One” não é a típica luta com mocinhos e vilões bem definidos. Boa parte de suas personagens estão perdidas entre fazer o que é certo e o que é fácil, em alguns casos dispostas a cruzar limites morais em prol de suas causas. O nome da película é retirado da frota rebelde responsável por roubar os planos da maior arma do Império, de modo a explorar seu calcanhar de Aquiles e obter o êxito apresentado no primeiro longa. A protagonista, Jyn Erso (Felicity Jones), é filha do maior responsável pela construção da gigantesca estrutura que tem a capacidade de reduzir planetas a pó. Perseguida pelo passado trágico, em busca de respostas e movida pelos desígnios da Força, ela se junta ao complexo Cassian e aos experientes combatentes Chirrut Inwe e Baze Malbus em uma missão suicida. Destaca-se também o robô K-2SO, quase tão chato e ao mesmo tempo querido como o lendário C3PO.

roguinho3

O principal chamariz, claro, é a oportunidade de matar a saudade do maior ícone da saga, Darth Vader. O vilão mais amado de todos os tempos não aparece muito, já vou avisando, mas rouba a cena com sua presença de, literalmente, tirar o fôlego (seu subordinado, Diretor Krennic, que o diga!). O filme não deixa pontas soltas e termina exatamente onde o Episódio IV se inicia. Neste ponto, está justamente uma sequência de cenas que arrancou lágrimas e aplausos efusivos de todos no cinema, algo que certamente vai mexer com você também (SEM SPOILERS, DISPONHA).

Quando, há alguns anos, foi anunciado que a Disney havia comprado os direitos de Star Wars da Lucasfilm, muita gente torceu o nariz – o idiota aqui, inclusive. “O Despertar da Força”, lançado em 2015, provou que estávamos errados. “Rogue One” sacramenta o sucesso da nova empreitada e nos deixa ainda mais ansiosos, porém, extremamente seguros para o que vem por aí. Que a Força esteja conosco!

Jorge Takeda

@jorgeftakeda

fimdepost

Deixe aqui seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s