Na Cabeceira: Amor Líquido

Fala, galera! O “Na Cabeceira” de hoje traz um livro para se ler, reler, pensar e repensar. Amor Líquido, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, trata da fragilidade das relações humanas, hoje tão descartáveis como os dispositivos eletrônicos que usamos no dia a dia.

Você provavelmente já viu ou até compartilhou alguma frase desse senhor tão simpático, que tem várias de suas entrevistas em vídeo circulando pelo Facebook. Este fato é até irônico, uma vez que sua obra mostra o quanto somos influenciados pelas redes sociais na hora de descartarmos pessoas de nossas vidas com a mesma facilidade com que excluímos alguém de nossos feeds e timelines. As gerações passadas costumavam consertar o que era quebrado – de produtos a relacionamentos. A nossa, simplesmente joga fora, apaga da memória na mesma velocidade de um clique. Indivíduos tornam-se mercadorias.

Mais do que apresentar respostas para tais comportamentos, Bauman incita questionamentos, levando-nos a refletir sobre como a tecnologia, que deveria aproximar, afasta, e a fragilidade humana fica mais exposta conforme o avanço da modernidade. Qual a vantagem de se ter milhares de “amigos” no mundo digital e não se apegar a laços humanos na vida real? O que difere uma comunidade de uma rede? Por que a frase “eu te amo” hoje é dita sem nenhum compromisso?

Em tempos de tantas incertezas, refletir sobre esse estilo de vida é fundamental.

Beijos!

Awa Guimarães

fimdepost

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